May
15
2011

Classe C brasileira será a principal responsável pelo faturamento de R$ 20bi no e-commerce

O setor de e-commerce fechou o ano de 2010 com faturamento de R$ 14,8 bilhões, um crescimento de 40% ante o faturamento de 2009, que foi de R$ 10,6 bilhões. Na 23ª edição do relatório WebShoppers, iniciativa realizada pela e-bit com apoio da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, a Copa do Mundo é apontada como um dos principais motivos para o crescimento. Segundo a pesquisa, o evento realizado em 2010 na África do Sul colaborou efetivamente para o aumento na venda de televisões, especialmente as de LCD, no Brasil.

A expectativa é que em 2011 o mercado tenha crescimento de 30%, chegando a faturar R$ 20 bilhões. A tendência aponta a franca expansão da categoria de moda e acessórios, que há quatro anos ocupava a 20ª posição nas vendas e hoje ocupa a 6ª colocação. Além disso, são esperados quatro milhões de novos compradores, apenas do primeiro semestre do ano, atingindo assim, a marca de 27 milhões de e-consumidores.

Mulheres e as compras coletivas

O WebShopper analisou dois grandes protagonistas da compra virtual: as mulheres e a população de baixa renda. No que se refere às mulheres, o crescimento ainda não bateu o tíquete médio gasto pelo homem no ano, que é de R$ 425,00. Em 2005, as consumidoras gastavam em média R$ 240,00. Hoje, o montante chega a R$ 314,00. Vale lembrar que essa pesquisa analisa a compra apenas de produtos.

Assim como ressalva Alexandre Umberti, diretor de marketing da e-bit, a presença da mulher é bem maior nos sites de compras coletivas. “Os próprios players que se colocam para venda são aqueles que geram compra por impulso; são as vendas de serviços. Esse é o mercado feminino”, explica.

Predomínio

O segmento de compras coletivas tem apenas um ano no Brasil, e já possui 1200 sites cadastrados. Apesar de o número ser exorbitante, Umberti acredita que com o tempo muitos vão deixar de existir já que nem todos vão conseguir se estabelecer. De acordo com ele, 80% do mercado de vendas de compra coletiva é pertencente a três empresas: ClickOn, GrupOn e Peixe Urbano.

Ainda de acordo com Gausti, as redes sociais vêm se posicionamento como ferramenta de marketing para os grandes grupos, com destaque para o Facebook. “Nesses grandes grupos existem áreas de inteligência pensando no e-commerce pelas redes sociais. Além ter o perfil no Twitter e Facebook, a publicidade pelas comunidades atinge o público certo. Ela só deve ser sutil, para que não se torne um marketing destrutivo”, aconselha.

A ascensão de aproximadamente 19 milhões de brasileiros das classes D e E para a classe C é o principal destaque da pesquisa “O Observador Brasil 2011”, realizada pela Cetelem BGN, empresa coligada ao banco francês BNP Paribas. Com a migração, a classe C passou a ser a maior do País, com mais de 101 milhões de pessoas, 53% da população total.

“Fomos pioneiros ao alertar sobre o crescimento da classe C. E hoje novamente revelamos uma grande mobilidade na distribuição da população. É um momento histórico para o Brasil”, disse Marcos Etchegoyen, presidente da Cetelem BGN, durante a apresentação da pesquisa, que reuniu também o vice-presidente da empresa, Miltonleise Carreira Filho, e o sociólogo Paulo Cidade, do Instituto Ipsos, parceiro da Cetelem BGN na realização do estudo.

Com isso, muda a forma de retratar a sociedade. O novo perfil não pode mais ser representado por uma pirâmide, mas sim por um losango. Na sua base, estão as classes D e E, com 47,9 milhões de pessoas, 25% da população.

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Sobre o autor: Itallo Victor

Publicitário, administra uma agência de viagens, entusiasta da web, gosta de compartilhar informação, conversa entre amigos, trabalho em equipe e uma partida de vídeo-game.

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